Pelo fim da violência, respeito e atenção.
É importante alertarmos as pessoas em todo o mundo para o perigo da distração quanto ao que pensamos, falamos e fazemos. Pessoas por toda a parte ainda não despertaram para o fato de que devemos Ser Humanos sempre. Vigilância quanto ao nosso próprio comportamento é atributo fundamental para não darmos brecha a violências que podem nos assaltar como protagonistas ou vítimas não só nas ruas e no trabalho, mas até mesmo dentro de nossa própria casa.
Cabe a toda pessoa pelo próprio exemplo empenhar-se visando uma educação inclusiva na sua cidade, no seu país, que contagie meninas e meninos a, desde cedo até a maioridade, viver uma Cultura de Paz.
São recorrentes na mídia brasileira e mundial notícias de agressões morais, físicas e profissionais por causa de gênero seguidas de morte. Há de fato lascívia e incentivo à violência patrocinada, visando lucro fácil, a invadir, pela literatura, pela mídia e pela internet, mentes e corações (até de crianças), os lares, as ruas. Mas confundir esse sistema, que escraviza muitidões insensatas como sendo postura comum a toda gente, é imperdoável engano.
Soube no noticiário o caso da estudante indiana de 23 anos Jyoti Singh Pandey, que, em 16 de dezembro de 2012, voltando do cinema com um amigo, foi estuprada e espancada por seis homens na capital, Nova Déli, e em seguida jogada nua para fora de um ônibus em movimento, é fato emblemático. Socorrida após a violência, ela foi transferida para um hospital de Cingapura devido à gravidade dos ferimentos no intestino, mas não resistiu e faleceu treze dias depois. Os agressores com idade entre 17 e 45 anos estão sendo processados e julgados pelas autoridades da Índia.
A moça recebeu no Dia Internacional da Mulher (8/3/2013) uma homenagem póstuma: o “Prêmio Internacional Mulheres de Coragem”. Mas o seu falecimento deveu-se à insipiência de comprometimento da sociedade contemporânea em esforçar-se por erigir na própria mente e no próprio coração o Bem e a Justiça que ainda não tem.
No entanto, que não seja por ter sido estuprada e morta a motivação que levou os idealizadores a premiá-la, mas porque toda a sociedade mundial entende que é mais do que hora de mexer-se, de agir positivamente, de modo que toda mulher e toda menina seja provida do apoio necessário, de acesso à educação de qualidade, a um sistema eficiente de saúde e segurança que respeite toda a gente, ofertando a esta uma boa orientação espiritual e material, a fim de que ela atinja um grau de excelência para a vida que escolheu viver.
Mulher não é somente sexo e estômago; é, antes, Espírito eterno, criado à semelhança do Deus divino. Mulher é sentimento feminino bom; mulher é inteligência aberta ao bem, mulher é competência, que multiplica vida para uma sociedade que se renova e reclama por melhores e mais seguros dias para todos.
Quanto mais adentramos “o Terceiro Milênio das Nações” –– expressão cunhada do “Poema do Brasileirinho", de autoria do saudoso poeta e ativista social Alziro Zarur (1914-1979) ––, mais se intensifica no seio dos povos (formados por meninas e meninos, por moças e rapazes, por mulheres e homens, por vovôs e vovós) esse clamor legítimo por Justiça e Paz.
Já dizia o educador norte-americano Charles Mclver (1860-1906) –– citado pelo escritor José de Paiva Netto em seu artigo intitulado: “Combate à violência contra mulheres e meninas” (www.paivanetto.com) ––: "Se você educar um homem, educa um indivíduo; mas, se educar uma mulher, educa uma família".
*PELA VIDA CONTINUA
*Série de artigos cujo foco é desqualificar todo tipo de argumento que favoreça a provocação (legal ou clandestina) do aborto, pela defesa da vida e da saúde desde o útero materno até a velhice.
